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13 de abr. de 2010

Minha 0,05 mm

Saquei minha 0,05 mm, mas apertando o gatilho
noto a ausência de munição.
Verifico o estojinho e, vazio?!!
Que decepção!!
Me surpreendo, como acabara cedo!
Lembro, a marca era ruim,

não agüentava o impacto do usado.
Corri à vizinha pra pedir algo emprestado.
Me veio com três armas velhas e pela metade,
ainda assim, agradeci da boa vontade.
A urgência não permitia frescura,
Tive que apontar. E, que melodia,
o lápis lá dentro ao girar, rangia.
Um som bonito, som de lá atrás, de escola,
de lata de lixo no canto da sala,

de ficar em pé perto da lousa
e de lá, disfarçadamente olhar a classe toda...rsrs.

18 de fev. de 2010

No Caminho

Indo pra casa á tarde depois do trabalho numa certa altura do caminho , lá na passarela, uma borboleta laranja me acompanhou por um instante, lembrei da música borboleta da Marisa Monte, ...borboleta pequenina...aí, claro me veio a mente o comentário do Rubem Alves sobre poesias, leituras que carregamos no coração e mesmo querendo deixar a mente livre pra ter novos pensamentos, não conseguimos..Sim, ele se lembrava de outros escritores e eu me lembrei dele..herança literária..rs. E, ouvi também pássaros, os bem-te-vi, não sei como se faz esse plural...mas seu canto não era o esperado, ele parava antes, não terminava..há um texto da Cecília Meireles se não me engano que menciona algo sobre o canto diferente de alguns deles..aí, até em casa, fui dando atenção aos cantos, me senti feliz..Penso que havia algum evento importante que houvera deixado os pássaros alvoroçados, pois de manhã no trabalho alguém comentou sobre o barulho deles logo cedo..Sei lá, de repente uma festa, alguma fofoca..rs..

A Beleza da Tempestade


Hoje terça-feira , 08 de setembro de 2009..Estava no ponto de ônibus indo pra segunda parte do meu trabalho e havia um clima tenso. O céu estava cinza claro e as nuvens cinza escuro. Elas não paravam de andar de um lado pro outro, pareciam nervosas, preocupadas, sabe quando as pessoas andam assim, inquietas? A chuva era iminente e as pessoas no ponto estavam alvoroçadas. O vento começava a se apresentar, eu também fiquei preocupada. Teria que descer e não imaginava como fugir daquilo. Mas me lembrei do assombro relatado no livro do Brennan, sim, que devido as tecnologias as tempestades não causam mais espanto..Aí, acho que foi uma das poucas vezes em que admirei a tempestade, as cores e depois quando eu já estava dentro do ônibus começou a chover granizo, pedrinhas de gelo, lembrava pipoca estourando..tive vontade de rir. Pela primeira vez não me estressei porque iria me molhar e tal..Foi bom, ontem pude admirar o céu azul e hoje este cinza irado...



27 de jan. de 2010

Valor sentimental

Esse texto foi muito importante para mim... e resolvi compartilhar aqui...



Algumas coisas são amadas porque tem valor. Outras coisas tem valor porque são amadas. Explico melhor. Amamos em virtude do valor inerente que as coisas tem: admiramos cientistas brilhantes, atletas talentosos, supermodelos maravilhosas, obras de arte inestimável. A humanidade chega ao ponto de valorizar tais coisas, que paga 80 milhões de dólares por ano a um piloto de formula 1. Supervalorizamos as pessoas por seu valor. Esta é a lei do mercado. O melhor jogador do mundo ganhará alguns milhões a mais que o trigésimo melhor.

Administradores de empresas ganham centenas de milhares, pois seu valor esta na capacidade de administrar. A lei do Lucro. Lei do mercado. Entretanto às vezes trazemos esta lei para nossa vida particular. Amigos não podem ser considerados segundo a lei do mercado. Existem pessoas que se casam, porque terá um marido executivo, ou um que administra a melhor empresa de advocacia da cidade, ou porque ele é um piloto de avião. Apenas status de mercado, entretanto estes casais com seus status, não são capazes de realizar um diálogo amigável por mais de 10 minutos dentro do lar. Sonhos de conquista tem que existir entre o casal, entretanto não ter isto como válvula de escape para a vida monótona . Algumas coisas são amadas porque tem valor. Outras coisas têm valor porque são amadas.

Lembro-me do desenho do Snoopy e do Charlie Brown, (Peanuts) onde o personagem Linus não vivia sem seu cobertor. Perante a sociedade aquele cobertor velho e rasgado não tem nenhum valor, é um objeto insignificante que não traz status algum, pelo contrário, ele sempre era zombado por andar com o cobertor. Mas para o garoto Linus era a maior preciosidade no mundo. Para ele o cobertor tinha valor porque era amado, e não era amado porque tinha algum valor.

Temos que aprender na vida a nos desapegar de alguns valores que são impostos pela sociedade e seguir as intuições de nosso coração. Principalmente com pessoas, independente de suas atribuições. Amigos e amores de nossas vidas têm que serem tratados com humanidade e não como status de valor de mercado.

By Alex Fajardo (março de 2006)

http://alexfajardo.wordpress.com/2006/03/30/valor-sentimental/